Protegido ou enganado? A verdade por trás dos seguros para celular, cartão e viagens – Limite Alto
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Protegido ou enganado? A verdade por trás dos seguros para celular, cartão e viagens

Nem todo seguro é necessário — entenda o que realmente vale a pena.

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Os seguros se tornaram parte comum da nossa vida financeira. Ao comprar um celular novo, abrir uma conta ou fechar uma viagem, é quase inevitável se deparar com a oferta de algum tipo de proteção extra. Em muitos casos, a proposta vem embalada em promessas de tranquilidade e segurança contra imprevistos, o que pode soar extremamente sedutor diante da imprevisibilidade do dia a dia.

No entanto, surge uma dúvida importante: será que esses seguros realmente valem o que custam, ou acabam sendo mais um gasto disfarçado de proteção? Neste texto vamos analisar, com profundidade, os prós e contras de cada tipo de seguro, ajudando você a tomar decisões mais conscientes e evitar armadilhas que parecem vantajosas à primeira vista.

Os altos e baixos do seguro para celular

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O celular é, sem dúvida, um dos bens mais presentes e valiosos na vida moderna. E justamente por esse valor — não apenas financeiro, mas também funcional — que o seguro para celular se popularizou tanto. Ele promete cobrir roubos, furtos qualificados, quedas, oxidação e até mesmo falhas técnicas.

O problema é que essa promessa muitas vezes esbarra em letras miúdas e em uma realidade de cobertura bem mais limitada do que o consumidor espera. Muitos seguros excluem furtos simples, como aquele em que o aparelho é levado sem que haja arrombamento ou violência, e essa exclusão já reduz drasticamente o número de situações em que o usuário pode acionar a proteção.

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Além disso, o custo desses seguros costuma ser alto. Em média, o valor mensal pode variar de R$ 20 a R$ 60, o que, ao longo de um ano, representa uma boa porcentagem do valor total do aparelho. Se considerarmos que muitas seguradoras também cobram uma franquia na hora do reembolso — que pode chegar a 25% do valor do celular — o seguro passa a não parecer mais tão vantajoso.

Há também os casos de demora na aprovação dos pedidos de reembolso ou substituição, sem contar o risco de negativa por motivos burocráticos. Isso tudo faz com que o seguro só valha realmente a pena para quem anda com o celular exposto em locais de alto risco, ou para quem depende do aparelho para trabalhar.

Por outro lado, em algumas situações específicas, o seguro pode trazer tranquilidade. Se você mora em uma grande cidade com alto índice de furtos, anda muito de transporte público e não tem como bancar um celular novo em caso de perda, talvez essa proteção seja um investimento válido.

Mas para boa parte dos usuários, colocar o valor do seguro em uma reserva de emergência ou investir em cases resistentes e boas práticas de segurança pode ser mais eficiente. A decisão ideal depende do perfil de uso e da tolerância ao risco de cada um.

Seguro para cartão: proteção ou exagero?

Outro tipo de seguro que vem se tornando cada vez mais comum é o seguro para cartão de crédito ou débito. Em geral, ele oferece cobertura contra uso indevido após roubo ou furto, saques forçados, compras não reconhecidas, perda ou extravio do cartão e até fraude digital.

Algumas opções incluem ainda assistência em caso de documentos roubados, boletos falsos e clonagem de chip. Com tantas garantias, parece uma excelente ideia — mas aqui também é preciso cuidado para não pagar por algo que você já tem. Muitos bancos e operadoras de cartão, principalmente os que oferecem produtos de categorias Platinum ou Black, já incluem boa parte dessas proteções gratuitamente.

A responsabilidade da instituição financeira em relação ao uso não autorizado do cartão também é prevista por lei, o que obriga o banco a devolver valores debitados de forma indevida, desde que o cliente comunique o fato imediatamente. Isso significa que, na prática, você já está protegido mesmo sem pagar pelo seguro adicional.

O que torna o seguro interessante, nesse caso, são as coberturas complementares, como o reembolso de saques feitos sob coação ou a proteção de compras feitas sob ameaça. Esses cenários são mais raros, mas para quem mora em regiões mais violentas, pode fazer sentido investir na proteção extra.

O valor geralmente gira em torno de R$ 5 a R$ 20 por mês — mais barato do que o seguro para celular, mas que ainda assim representa um gasto recorrente. Vale analisar com atenção o contrato, entender exatamente o que está coberto e se a sua rotina realmente justifica esse tipo de serviço. Para muitas pessoas, esse tipo de seguro é apenas redundante.

Seguros de viagem: vale mesmo a pena contratar?

Viajar é uma experiência incrível, mas imprevistos podem transformar um sonho em pesadelo rapidamente. Desde problemas de saúde no exterior até cancelamentos de voos ou extravio de bagagem, os riscos são reais e podem gerar prejuízos altos.

Nesse contexto, o seguro viagem costuma ser visto como uma forma inteligente de evitar gastos inesperados e garantir tranquilidade durante a jornada. Inclusive, em alguns destinos — como países da Europa que fazem parte do Tratado de Schengen — ele é obrigatório para a entrada de turistas.

O seguro de viagem cobre despesas médicas e hospitalares, repatriação, acidentes pessoais, extravio ou dano à bagagem, cancelamento de voo e até retorno antecipado em casos de emergência. Porém, assim como nos outros seguros, as coberturas variam bastante de plano para plano.

Alguns produtos têm valores máximos de reembolso muito baixos, enquanto outros impõem franquias ou exigem burocracia pesada para acionar os serviços. A chave aqui está em escolher com cuidado, lendo os detalhes da apólice e verificando se ela realmente atende ao país e ao perfil da viagem que você vai fazer.

Outro ponto importante é que vários cartões de crédito, especialmente os das categorias mais elevadas, já oferecem seguro viagem gratuitamente se a passagem for comprada com o cartão. Esses seguros geralmente têm boa cobertura e são aceitos em diversos países, o que pode representar uma grande economia.

Em resumo, o seguro viagem é o que mais faz sentido entre os três tipos analisados. Ele cobre situações em que os custos podem ser muito altos, como internações médicas ou acidentes, e seu preço, quando contratado de forma avulsa, costuma ser acessível. Mesmo assim, a contratação não deve ser automática.

Vale a pena verificar se você já possui alguma cobertura ativa por meio do cartão de crédito ou outro serviço e comparar antes de fechar qualquer contrato. Isso evita gastos desnecessários e garante a proteção ideal para o seu perfil de viajante.

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