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Já pensou encontrar um dinheiro que você nem sabia que existia? Isso acontece com mais frequência do que parece. Muita gente esquece saldos em contas antigas, tarifas bancárias devolvidas ou até valores de consórcios finalizados. E esse dinheiro fica lá, parado, esperando para ser resgatado.
Para facilitar esse processo, o Banco Central criou o Sistema de Valores a Receber (SVR). Com ele, qualquer pessoa pode consultar e solicitar a devolução desses valores esquecidos. Neste texto, você vai entender como fazer isso de forma segura, com explicações diretas e sem complicação.
O que é o Sistema de Valores a Receber (SVR)?

O SVR é uma plataforma online mantida pelo Banco Central que reúne informações sobre valores deixados para trás em instituições financeiras. Pode ser saldo de contas encerradas, devoluções de tarifas ou outras situações em que o dinheiro não foi retirado pelo cliente.
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A proposta é simples: devolver ao cidadão o que é dele, sem burocracia. Tudo é feito pela internet, com segurança e de forma gratuita. Com poucos cliques, você consegue descobrir se tem algo a receber — e já inicia o processo para colocar esse valor de volta no seu bolso.
Como fazer a consulta com segurança
A consulta é feita exclusivamente pelo site https://valoresareceber.bcb.gov.br, o único canal oficial. Se você recebeu links por WhatsApp, redes sociais ou e-mails, não clique, pode ser golpe. Então, sempre digite o endereço no navegador por conta própria.
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Depois de acessar o site, você vai informar seu CPF e data de nascimento (ou CNPJ, se for uma empresa). Em segundos, o sistema indica se há algum valor em seu nome. Se houver, o próximo passo é entrar com sua conta Gov.br para ver os detalhes e solicitar o resgate.
Qual conta Gov.br é aceita no processo?
Para seguir adiante, sua conta Gov.br precisa estar no nível prata ou ouro. Isso significa que sua identidade já foi validada por métodos mais seguros, como biometria, certificado digital ou dados bancários. Essa exigência garante que ninguém mais possa acessar seus valores.
Se a sua conta ainda for do tipo bronze, você pode atualizá-la no próprio portal do Gov.br. Isso pode ser feito com a ajuda do seu banco ou usando o aplicativo do governo. Não leva muito tempo — e abre o caminho para resgatar o que é seu.
Que tipo de valores pode estar disponíveis?
Muita gente acha que o sistema mostra apenas grandes quantias, mas não é bem assim. Até pequenos valores, como estornos de tarifas ou saldos esquecidos em contas antigas, podem estar disponíveis para saque. E mesmo que pareça pouco, é sempre melhor no seu bolso do que parado sem uso. Confira abaixo uma tabela com os principais tipos de valores que costumam aparecer:
Tipo de valor | Origem provável |
---|---|
Conta encerrada com saldo | Dinheiro que sobrou e não foi sacado após o encerramento |
Tarifas bancárias devolvidas | Valores reembolsados por cobranças indevidas, mas que não foram retirados |
Créditos de consórcios | Saldos remanescentes após o fim de um consórcio |
Parcelas de empréstimos cancelados | Dinheiro que ficou após cancelamento de operações de crédito |
Valores de pessoas falecidas | Recursos que podem ser solicitados por herdeiros ou inventariantes |
Esses valores podem parecer pequenos em um primeiro momento, mas quando somados, especialmente no caso de pessoas que já tiveram muitas contas ou produtos financeiros, podem surpreender no final. Por isso pode ser interessante realizar a consulta.
Como funciona para herdeiros de pessoas falecidas
O sistema também permite que herdeiros consultem valores esquecidos por familiares já falecidos. Basta acessar o site, clicar na opção indicada para isso e preencher os dados da pessoa, como CPF e data de nascimento.
Caso exista algum valor, o sistema mostrará a instituição responsável. A partir daí, o herdeiro pode entrar em contato com o banco e apresentar os documentos necessários para solicitar a devolução. É um processo seguro e bem orientado dentro da própria plataforma.
Como pedir o resgate dos valores
Se você confirmou que tem um valor a receber, o sistema vai mostrar quanto é, qual instituição está com ele e de onde veio esse dinheiro. Assim, você tem a clareza do que está solicitando e não precisa ficar adivinhando nada.
O próximo passo é informar uma chave Pix para onde o valor deve ser transferido. Não tem Pix? Sem problema. O sistema fornece os contatos da instituição para que você combine outro tipo de pagamento, como TED ou depósito direto.
O que fazer se o dinheiro não cair no prazo?
Depois de solicitado, o valor deve ser pago em até 12 dias úteis. Esse prazo é o tempo que a instituição tem para validar os dados e concluir a transferência. Fique tranquilo: na maioria dos casos, o pagamento ocorre bem antes disso.
Se o prazo passar e o dinheiro não chegar, entre em contato com o banco indicado no sistema. Tenha o número do protocolo em mãos para facilitar o atendimento. Caso não consiga resolver, é possível abrir uma reclamação no site do Banco Central.
Cuidado com golpes usando o nome do SVR
Com tanta gente consultando o sistema, não faltam tentativas de golpe. Golpistas criam sites falsos, enviam mensagens e até ligam fingindo ser do Banco Central. Mas vale a pena repetir: o Banco Central não entra em contato com ninguém para avisar sobre valores.
Todo o processo acontece apenas pelo site oficial. Não existe atendimento por telefone, nem exigência de pagamentos para liberar os valores. Se alguém te pedir dados sensíveis ou falar que você precisa pagar algo, pare por aí, é golpe.
Como se proteger das fraudes mais comuns
Nunca compartilhe senhas, códigos de verificação ou dados bancários com terceiros. Desconfie de mensagens com tom urgente, links estranhos ou promessas de valores altos. Mesmo que pareça profissional, golpista sabe se disfarçar bem.
Se você suspeitar de alguma tentativa de fraude, denuncie imediatamente. E compartilhe essa informação com pessoas próximas — principalmente idosos e quem não tem tanto costume com internet. Prevenção é o melhor caminho.
Por que vale a pena consultar?
A consulta não leva nem dois minutos e pode revelar uma surpresa boa. Muita gente já recuperou valores que nem lembrava. Mesmo se for pouco, ajuda. E se for muito, melhor ainda. Dinheiro parado nunca é bom — especialmente quando pode voltar direto para você.
Além disso, essa iniciativa do Banco Central representa um avanço em transparência. Ela mostra que é possível ter um relacionamento mais claro entre o cidadão e as instituições financeiras. E isso só fortalece a confiança em todo o sistema.
Leve essa informação adiante
Agora que você sabe como funciona, que tal ajudar outras pessoas? Seu pai, sua avó, um amigo mais velho — todos podem ter dinheiro esquecido e nem saber. Uma simples conversa pode fazer diferença na vida de alguém. Basta compartilhar o link do site oficial e mostrar como consultar. É um gesto simples, mas que pode resultar em um bom alívio no orçamento de quem está do seu lado.